Este Blog tem o propósito de ser um espaço de interlocução entre os diferentes atores que fazem parte do ambiente sindical.
sábado, 2 de julho de 2011
Dois de julho leva bandeiras do Dia Nacional de Mobilização
O papel de Bretton Woods no sistema capitalista
Alguns fatores importantes no processo de crise das esquerdas na Europa pós-guerra
As explosões políticas de 1968 também trouxeram uma nova perspectiva de pensar a esquerda além da disputa de classe, principalmente com relação ao debate de gênero, de raça, da organização cooperativa excluída pela lógica socialista de centralização do Estado, sexualidade, problemas ambientais e agrários. Essas foram algumas questões que invadiram a imaginação da esquerda depois de 1968. Foram desafios que chegaram de fora das estruturas da política de classe e ajudaram a ampliar o debate da esquerda socialista.
sexta-feira, 1 de julho de 2011
O keynesianismo nos períodos de recessão
Para os liberais, o Estado não deve interferir na vida econômica do país porque a renda nacional se elevará ao máximo quando o lucros dos negócios se elevarem ao máximo e a consequência disso seria o pleno emprego e o bem-estar social. Porém, para Dillard, os lucros do negócio são apenas uma parte pequena do rendimento nacional e não é um gabarito adequado para o bem-estar social. Além disso, a disparidade entre o total do rendimento e o total do consumo é tão grande nas economias adiantadas que o investimento privado é insuficiente para cobrí-la. Nesse sentido, o governo nacional, como representante de toda a nação, tem o dever de proceder de maneira a aumentar a renda nacional, principalmente através do investimento público para que posssa gerar mais emprego. Em tempos de recessão, por exemplo, o gasto em obras públicas têm como objetivo principal um aumento do pleno emprego no conjunto da economia, incluindo os setores privado e público.
Gostaria de destacar dois pontos abordados por Dillard no debate sobre os investimentos públicos em tempos de recessão: o efeito multiplicador e método de financiamento. A teoria do efeito multiplicador defende que o gasto estatal deva acontecer numa escala suficientemente elevada e frequente para estimular a atividade econômica total e conduzir rapidamente o sistema a um ponto de plena utilização da produção, renda e um nível correspondente ao pleno emprego. Dessa forma, o aumento total do rendimento excederia a quantia do gasto originário e estaria comprovado o efeito multiplicador.
Para Keynes, o método de financiamento do investimento público através de empréstimos aos bancos tem mais reultados do que o financiamento através das variações das taxas de impostos porque ao invés de alterar a propensão a consumir, os empréstimos incrementam o investimento que abrangem o capital privado e o gasto estatal e provocam uma elevação econômica total.
A questão em destaque no texto de Dillard é que nos períodos de recessão o Estado deve ter uma interferência direta na economia nacional, através da aplicação da teoria keinesiana, ressaltando que esse modelo é uma alternativa importante no combate ao desemprego, mas que não pretende impulsionar o socialismo. O keynesianismo é mais um modelo de administração do capitalismo.
quinta-feira, 30 de junho de 2011
A Guerra Fria e a sua influência no sindicalismo mundial
Houve estratégias de ambas as partes para garantir a hegemonia no processo de disputa de poder entre as superpotências que vão desde a corrida armamentista até o desencadeamento de fortes pressões econômicas e diplomáticas. O conflito foi resposável pela reorganização do espaço político-econômico internacional, prevalecendo a disputa por territórios. É importante destacar durante esse período, a existência de movimentos revolucionários desencandeados na década de 1970, com o apoio do campo socialista, demonstrando uma forte oposição ao imperialismo norte-americano. Os principais deles aconteceram em Angola, Etiópia, Vietnã, Nicarágua, Irã e Afeganistão.
Outro ponto importante, durante a Guerra Fria, foi que o capitalismo se reestruturou sob a hegemonia americana e conseguiu combater as forças políticas nacionais anticapitalistas. As estratégias de expansão do capitalismo, principalmente com relação a disputa com o socialismo, trouxe novas necessidades de atuação para o movimento sindical. O século XX representou uma era de transição longa e violenta marcado pelo conflito de formações sociais e políticas opostas. Esse contexto de disputa também fez com que o movimento sindical mundial, diante dos antagonismos regionais, pudesse ser pensado tanto a partir do enfrentamento ao modelo capitalista quanto ao comportamento em relação ao modelo comunista. Esse debate também foi importante no processo de construção da própria Central Única dos Trabalhadores que contrapõe o modelo do sindicalismo comunista quando defende a liberdade e autonomia sindical e é contra o imposto sindical e o sindicato como correia de transmissão de partido político. Além disso, combate o cupulismo e defende a ampliação do processo de construção da luta dos trabalhadores e trabalhadoras a partir de um movimento de massa, democrático e plural.