sexta-feira, 20 de janeiro de 2012

CMS convoca assembléia dos movimentos sociais para o dia 28 em Porto Alegre

Fórum Social Temático debaterá “crise do capitalismo, justiça social e ambiental” e deve reunir 50 mil pessoas

O Fórum Social Temático “Crise do capitalismo, justiça social e ambiental”, que se realiza entre os dias 24 e 29 de janeiro em Porto Alegre contará com uma expressiva representação da Coordenação dos Movimentos Sociais (CMS). “Frente ao agravamento da crise global do capitalismo, que cada vez mais penaliza a classe trabalhadora com a adoção de medidas de austeridade que geram desemprego, redução de salários, retirada de direitos, aumento da pobreza e mais violência”, as entidades que se articulam na CMS decidiram nesta terça-feira, durante reunião na sede nacional da CUT, aproveitar o FST para reafirmar “eixos comuns de luta”, definidos na última assembleia dos movimentos sociais, realizada em Dakar, Senegal, em janeiro de 2001.

Entre as prioridades encontram-se a luta contra a “política neocolonial” de sangria das nações pelas instituições financeiras internacionais e seu receituário de “ajuste fiscal” e corte de investimentos; contra as transnacionais, pela justiça climática e pela soberania alimentar; ´para banir a violência contra a mulher; e a luta pela paz e contra a guerra, o colonialismo, as ocupações e a militarização de nossos territórios. O combate às chamadas políticas “verdes” do Banco Mundial, que agravam o problema da fome, da desnutrição e do desemprego, é uma das prioridades, já que redundam em mais concentração e desnacionalização de terras e maior dependência dos agricultores dos pacotes químicos vendidos pelas transnacionais. O abuso de agrotóxicos pelo agronegócio brasileiro é um triste exemplo disso.

EM DEFESA DA PALESTINA LIVRE

Condenando a política de apartheid de Israel e o terrorismo de Estado praticado contra os povos árabes, as entidades também decidiram lançar o Fórum Social Palestina Livre, convocado para novembro deste ano. Desde já a CMS está convocando a assembleia dos movimentos sociais do Fórum para o dia 28 de janeiro, sábado, a partir das 14 horas na Usina do Gasômetro.

Para o presidente da CUT, Artur Henrique, a unidade dos movimentos sociais brasileiros tem possibilitado inúmeras conquistas no último período, como a política de valorização do salário mínimo, avanços que demarcam campo sobre o modelo de desenvolvimento, que afirma a produção contra a especulação.

“Nós somos pelo protagonismo do Estado, que deve ser agente indutor do desenvolvimento sustentável, com distribuição de renda e valorização do trabalho. Por isso defendemos menos juros e mais investimentos públicos, e um combate efetivo à especulação financeira”, acrescentou o secretário de Relações Internacionais da CUT, João Antonio Felício. Conforme alertou, “os países que adotaram outro caminho, cortando investimentos sociais e arrochando salários para atender os especuladores, estão mergulhados na crise e sem perspectiva”. Para João Felício, “o Fórum será uma excelente oportunidade para a disputa no campo das ideiais, dialogando com a sociedade sobre qual o modelo que queremos, que tipo de país e de Humanidade”.

O representante do MST (Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem-Terra), Joaquim Pinheiro, acredita que o tema da crise internacional potencializa a aglutinação dos movimentos e aponta para uma boa jornada de lutas. Joaquim relatou sobre uma reunião recente com lideranças de 15 países da Articulação dos Movimentos Sociais pela Alba (Alternativa Bolivariana para as Américas) que têm sublinhado o papel da integração soberana para o enfrentamento e superação da crise. A Via Campesina estará em Porto Alegre com representantes da Argentina, Colômbia, Cuba, Equador, México e Venezuela.

Um dos pontos chaves do debate, avalia o representante do Cebrapaz (Centro Brasileiro de Solidariedade aos Povos e Luta pela Paz), Rubens Diniz, é o combate à visão mercadológica da “economia verde” e “fazer uma análise do motivo central do problema ambiental, que é fruto do modelo de desenvolvimento capitalista, do seu modo de consumo”,

LUTA PELA EFETIVA INDEPENDÊNCIA

Luiza Lafetá, diretora da UNE (União Nacional dos Estudantes, falou sobre a Jornada Continental de Lutas que reunirá 28 países e o significado da mobilização em defesa do ensino público e da ciência e tecnologia nacional para lutar pela verdadeira e efetiva independência. Há 10 anos da comemoração do bicentenário, informou, a UNE prepara uma grande caravana para circular pelas 100 principais cidades brasileiras e estimular uma maior reflexão sobre o tema.

Na avaliação de Alessandra Ceregatti, da Marcha Mundial de Mulheres, a somatória de contribuições expressa o que já vem sendo feito de luta comum e fortalece a mobilização em torno de um projeto para a superação das mazelas impostas por uma ordem internacional excludente. Para Maria Pimentel, secretária de Relações Internacionais da CGTB (Central Geral dos Trabalhadores do Brasil), o momento é de ampliar o leque de forças para “o combate à crise da dominação, da especulação e do neoliberalismo”. “No Brasil querem importar a crise com os juros altos, que só alimentam o desemprego e comprometem programas sociais”, condenou. Também participaram da reunião Lúcia Stumpf, da União Brasileira de Mulheres (UBM); Edson França da Unegro (União de Negros pela Igualdade) e Sônia Leite, da Marcha Mundial de Mulheres; e Alexandre Bento, da assessoria internacional da CUT.

Por: Site da CUT

sexta-feira, 13 de janeiro de 2012

Convocações do Concurso da Embasa

O conselho editorial do Ambiente Sindical gostaria de esclarecer que este site tem o propósito de estabelecer um diálogo com a classe trabalhadora acerca dos diversos assuntos que envolvem o mundo do trabalho e não está vinculado a qualquer sindicato. O tópico sobre o concurso da Embasa foi criado por conta da demanda de um dos membros do Conselho que é funcionário da empresa e diretor sindical. Portanto, o Conselho sugere que sugestões específicas sobre esse assunto sejam enviadas diretamente para o sindicato através do site http://www.sindae-ba.org.br/ ou através do telefone 3111-1700. 

O AS também gostaria de ressaltar que o Sindae é um dos poucos sindicatos no Brasil que não possuem o Imposto Sindical e por isso depende diretamente das filiações. Dizer que um sindicato não precisa de filiação é um discurso da direita e precisa ser combatido. O que tem que ser dito é que o imposto sindical deve ser substituído pela contribuição negociada e que um sindicato é fortalecido pelo seu elevado percentual de filiação. 

Por falar em concurso público da Embasa, hoje a empresa contratou 23 pessoas concursadas, um número bem abaixo do divulgado pela estatal, tanto no cronograma quanto pelo gerente do departamento de pagamento de pessoal. A empresa tem até o dia 14 de maio deste ano para fazer as contratações ou prorrogar a validade do concurso.      

Blog - Danillo - Software Livre Brasil

Blog - Danillo - Software Livre Brasil

terça-feira, 10 de janeiro de 2012

Bahia ganha primeiro Conselho Estadual de Comunicação do Brasil

O Conselho Estadual de Comunicação da Bahia foi instalado e empossado hoje (10), no auditório do Ministério Público da Bahia, em Salvador. Autoridades como o governador do Estado, o prefeito de Salvador em exercício, o ministro de desenvolvimento agrário, secretários de Estado e parlamentares estiveram presentes na cerimônia. Dos 27 membros do conselho que tomaram posse, 7 são do poder público e 20 são da sociedade civil. Esse é o primeiro Conselho estadual de comunicação social criado no país,consultivo e deliberativo, e que consolida uma reivindicação antiga dos movimentos sociais que sempre lutaram pela democratização da comunicação,  distribuição das verbas de publicidade do Estado considerando os diferentes veículos de comunicação e não apenas a partir do critério da audiência, banda larga gratuita e de qualidade para a população de baixa renda e expansão da banda larga de baixo custo, regularização das rádios comunitárias e apoio às mídias populares. A CUT está representando os trabalhadores no Conselho .     

quinta-feira, 5 de janeiro de 2012

Revista Brasil revela esquema dos tucanos paulistas

A edição de novembro da Revista do Brasil apresentou como funciona o esquema da venda de emendas realizada pelos deputados da base aliada do governo de São Paulo que busca de todas as formas impedir as tentativas de investigação. O atual secretário estadual de Meio Ambiente, deputado licenciado, admitiu que prefeitos oferecem percentuais em troca das emendas para os minicípios. Além disso, ainda há um esquema de propina que envolve as empreiteiras que realizam as obras. A matéria pode ser acessada através do site www.redebrasilatual.com.br.    

sexta-feira, 30 de dezembro de 2011

A luta pelo fim do imposto sindical continuará em 2012

O Ambiente Sindical deseja pra todos e todas um Feliz Ano Novo e que em 2012 os trabalhadores e trabalhadoras consigam alcançar os seus objetivos, com muita força na luta para enfrentar o capitalismo, tendo sempre como horizonte a instauração do projeto de uma sociedade socialista. A esperança é que aconteça a reforma sindical e que o câncer do imposto sindical seja substituído pela taxa negociada, aprovada em assembléia da classe trabalhadora.  

quinta-feira, 22 de dezembro de 2011

Código Florestal: entidades fazem duras críticas e Câmara adia votação

Ambientalistas e defensores das florestas ganharam mais tempo para articular medidas e prover ações visando corrigir distorções contidas no texto do novo Código Florestal Brasileiro, recentemente aprovado no Senado. Na semana passada, a Câmara dos Deputados decidiu adiar a votação do projeto para março, o que implica em analisar as mudanças feitas durante a tramitação no Senado, onde foram mantidos diversos retrocessos, o que implica numa perda histórica do Brasil dar um passo à frente na questão do desenvolvimento sustentável.

Seja o projeto aprovado anteriormente na Câmara, seja o aprovado recentemente no Senado, sofre duras críticas de várias entidades, como a Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC), Ordem dos Advogados do Brasil, sindicatos, movimentos da agricultura familiar e organizações socioambientais, todos reunidos em torno do Comitê Brasil em Defesa das Florestas e do Desenvolvimento Sustentável.

Em documento dirigido aos deputados e senadores, o Comitê aponta que o texto aprovado tem problemas estruturais, como a anistia a crimes ambientais, ameaças à conservação de florestas e matas e redução dos limites na recomposição de áreas protegidas e reservas florestais. Como está, não atende o desafi o de aliar produção e conservação, permite várias interpretações e atende basicamente aos interesses dos grandes agropecuaristas, colocando em risco os compromissos internacionais sobre o clima assumidos pelo Brasil durante o Governo Lula e o Governo Dilma.

O mesmo documento está sendo encaminhado à presidente Dilma Rousseff, que já se manifestou contra vários dispositivos do novo Código. O projeto, salienta o Comitê, prioriza interesses privados, incentivam a destruição da natureza e não atende aos anseios de um Brasil mais justo, sustentável e democrático. O importante, agora, é que a sociedade mantenha pressão sobre o Congresso e, se for o caso, o veto presidencial para impedir tamanha aberração.

Por: Site do Sindae